"Segredos não podem ser escondidos na ciência. A medicina tem toda uma maneira de expor mentiras. Dentro das paredes de um hospital, a verdade é sempre revelada. A maneira que mantemos nossos segredos do lado de fora do hospital... bem, isso é um pouco diferente. Uma coisa é certa: seja lá o que tentemos esconder, nós nunca estamos prontos para o momento que a verdade é desnudada. Esse é o problema com os segredos - assim como as tragédias, eles sempre vêm aos montes. Eles vão se empilhando até tomar conta de tudo, até você não ter espaço para mais nada, até você estar tão cheio de segredos que parece que você vai explodir." - Meredith Grey (Grey's Anatomy 1x09)É com esta citação de Meredith Grey que inicio a resenha desta semana. Manter segredos é um jogo perigoso, uma hora eles vem a tona e nem sempre são os seus mantenedores que acabam sofrendo a maior queda. Robin Cook nos mostra em "Coma" a podridão que há por detrás dos jalecos brancos e máscaras cirúrgicas; é a batalha de uma jovem pelo que julga certo em um mundo no qual ela não se vê pertencente.
Todos os dias, em todos os países do mundo, os hospitais efetuam pequenas intervenções cirúrgicas de rotina. Os pacientes se recuperam rapidamente e podem voltar à sua vida habitual.
Nancy Greenly, Sean Berman e uma dúzia de outros doentes deram entrada no Memorial Hospital para uma pequena cirurgia. Mas estas intervenções de rotina acabaram transformando-os em vítimas da mesma tragédia horrível e inexplicável na mesa de operações… nunca voltaram a acordar. Um erro não identificado, ocorrido durante a anestesia, provocou a morte irreversível do cérebro, deixando-os num coma profundo.
Mas algo de estranho se passa… algo de muito errado. E Susan Wheeler, uma bela, dinâmica e jovem estudante de Medicina, arrisca a própria vida para descobrir a explicação aterradora; uma maquinação tão assombrosa, tão elaborada e, no entanto, tão possível que nos deixa suspensos no próprio medo…

