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sábado, 2 de fevereiro de 2013

[Resenha #26] O Lado Bom da Vida, de Matthew Quick


Normalidade, é o que todos queremos passar através de nossa postura na sociedade. Postura, educação, ética, moral. É um acordo velado de que todos precisamos o mínimo requerido deles para ter uma chance na vida em grupo, em bando, em sociedade. Ser normal virou um sinônimo de "ser igual aos demais", faça o que a maioria faz e então você ganhará o direito de ser chamado de normal. Caso contrário, prepare-se para uma árdua batalha. Matthew Quick desbrava o mundo próprio daqueles que enfrentam esse pesado julgamento.Através do olhar de Par Peoples, nós somos apresentados a um afável e aconchegante sentimento de otimismo, mesmo em meio à tormenta. Sempre estar disposto a Ver O Lado Bom Da Vida é uma escolha - uma escolha de poucos.

Pat Peoples, um ex-professor de história na casa dos 30 anos, acaba de sair de uma instituição psiquiátrica. Convencido de que passou apenas alguns meses naquele “lugar ruim”, Pat não se lembra do que o fez ir para lá. O que sabe é que Nikki, sua esposa, quis que ficassem um "tempo separados". Tentando recompor o quebra-cabeças de sua memória, agora repleta de lapsos, ele ainda precisa enfrentar uma realidade que não parece muito promissora. Com seu pai se recusando a falar com ele, sua esposa negando-se a aceitar revê-lo e seus amigos evitando comentar o que aconteceu antes de sua internação, Pat, agora um viciado em exercícios físicos, está determinado a reorganizar as coisas e reconquistar sua mulher, porque acredita em finais felizes e no lado bom da vida. À medida que seu passado aos poucos ressurge em sua memória, Pat começa a entender que "é melhor ser gentil que ter razão" e faz dessa convicção sua meta. Tendo a seu lado o excêntrico (mas competente) psiquiatra Dr. Patel e Tiffany, a irmã viúva de seu melhor amigo, Pat descobrirá que nem todos os finais são felizes, mas que sempre vale a pena tentar mais uma vez

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

[Resenha #25] Legend, de Marie Lu

Todos sabemos que a quantidade absurda de distopias que inundaram as livrarias nos últimos tempos obtiveram duas consequências: saturação e perda de qualidade. Cada um dos milhares de autores, mesmo que negue, deseja conquistar a mesma notoriedade daquela que desencadeou esse processo: Suzanne Collins, autora de Jogos Vorazes. Quem diria que uma autora de feição tão suave e tímida seria, ao meu ver um dos nomes mais fortes para conquistar tal posto, ou até mesmo, ir além dele. A obra da brilhante Marie Lu, não conquista o público pela sina de algum casal desafortunado, mas sim pelo seu genuíno caráter humano. Conheçam "Legend".  
Ambientado na cidade de Los Angeles em 2130 D.C., na atual República da América, conta a história de um rapaz – o criminoso mais procurado do país – e de uma jovem – a pupila mais promissora da República –, cujos caminhos se cruzam quando o irmão desta é assassinado e a ela cabe a tarefa de capturar o responsável pelo crime. No entanto, a verdade que os dois desvendarão se tornará uma lenda. O que outrora foi o oeste dos Estados Unidos é agora o lar da República, uma nação eternamente em guerra com seus vizinhos. Nascida em uma família de elite em um dos mais ricos setores da República, June é uma garota prodígio de 15 anos que está sendo preparada para o sucesso nos mais altos círculos militares da República. Nascido nas favelas, Day, de 15 anos, é o criminoso mais procurado do país; porém, suas motivações parecem não ser tão mal-intencionadas assim. De mundos diferentes, June e Day não têm motivos para se cruzarem – até o dia em que o irmão de June, Metias, é assassinado e Day se torna o principal suspeito. Preso num grande jogo de gato e rato, Day luta pela sobrevivência da sua família, enquanto June procura vingar a morte de Metias. Mas, em uma chocante reviravolta, os dois descobrem a verdade sobre o que realmente os uniu e sobre até onde seu país irá para manter seus segredos.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

[Resenha #24] Jogada Mortal, de Harlan Coben

Myron Bolitar está de volta em um novo mistério. Com um humor muito mais ácido e com o dobro de ameaças à sua vida; o detetive das causas perdidas e esportivas encontra um novo mistério a ser resolvido após o assassinato de uma renomada, porém já há muito decadente, tenista. Harlan Coben volta muito mais afiado nesse segundo volume das aventuras de Bolitar, mostrando que humor e mistério podem sim caminharem juntos.


Depois de ver sua carreira no basquete profissional chegar ao fim antes mesmo de começar, Myron Bolitar trabalhou para o FBI, formou-se em direito em Harvard e hoje está à frente de uma agência de representações esportivas, que toca com a ajuda da grande amiga Esperanza. Tudo parece ir bem até que Valerie Simpson, uma tenista que já foi a maior promessa do esporte, é morta durante um jogo do Aberto dos Estados Unidos. Ao que tudo indica, a jovem estava lá em busca de Myron, mas foi encontrada antes pelo assassino. Myron não imagina por que Valerie foi atrás dele, mas se sente culpado por não tê-la encontrado a tempo. Para piorar, seu cliente mais importante, o tenista Duane Richwood, se torna o principal suspeito do crime. Em busca da verdade, Myron descobre que a jovem vinha sendo assediada por um fã obcecado desde o início da carreira. Além disso, seis anos antes, ela estava prestes a ficar noiva do filho de um senador quando o rapaz foi morto sob estranhas circunstâncias. Enquanto tenta desvendar o assassinato da tenista, Myron se tornará um obstáculo para os interesses da máfia, de um político poderoso e de uma família influente. Agora ele e as pessoas que mais ama podem ser as próximas vítimas.

sábado, 22 de dezembro de 2012

[Resenha #23] Um Grito de Amor do Centro do Mundo, de Kyoichi Katayama

Quem nunca ouviu o conselho para se aproveitar a vida ao máximo enquanto se pode, pois, quando menos se esperar, tudo poderá ter chegado ao fim? Nós humanos somos feitos para negar a consciência da morte - ficaríamos loucos se o nosso cérebro não desse algum jeito de omitir esse fato de nossa percepção. Em um minuto, tudo pode estar bem; em outro, tudo poderá estar desmoronando. Kyoichi Katayama confere ao casal desafortunado de sua obra a difícil tarefa de mostrar ao leitor que a morte é um realidade derradeira, mas passível de reflexão e compreensão. Conheça a difícil trajetória de Aki e Sakutarô em "Um grito de amor do centro do mundo".



Sakutarô é ainda um garoto quando conhece Aki na escola em que estuda, numa cidadezinha japonesa. Ela é bela, inteligente e popular, e logo se tornam amigos inseparáveis. Mas, conforme Sakutarô amadurece, ele começa a ver em Aki mais do que apenas uma amiga. Em pouco tempo, sua relação se transforma numa paixão arrebatadora. Os adolescentes trocam juras de amor; prometem nunca mais se separar. Mas uma tragédia fará com que o destino de ambos seja irremediavelmente alterado. Um grito de amor do centro do mundo é um dos romances japoneses mais lidos de todos os tempos. Foi adaptado para o cinema e para uma série de TV, além de ter se tornado um mangá de sucesso no Japão.


domingo, 16 de dezembro de 2012

[Resenha #22] As Vantagens de ser invisível, de Stephen Chbosky

Algumas pessoas poderiam dizer que o simples ato de se confidenciar com um outro indivíduo é o que se precisa para perder algo muito valioso: privacidade. Entretanto, quando um jovem colegial resolve contar aventuras passadas ao lado de pessoas, inacreditavelmente reais, para um total estranho; bem, percebemos que há muito o que se ganhar com desabafos e confidências; principalmente, notoriedade - a confirmação de que as pessoas se importam com você. Conheçam a vida de Charlie, protagonista da fantástica e verossímil obra de Stephen Chbosky; mergulhem em seu mundo e tentem voltar à superfície sem nenhuma mudança.

Ao mesmo tempo engraçado e atordoante, o livro reúne as cartas de Charlie, um adolescente de quem pouco se sabe - a não ser pelo que ele conta ao amigo nessas correspondências -, que vive entre a apatia e o entusiasmo, tateando territórios inexplorados, encurralado entre o desejo de viver a própria vida e ao mesmo tempo fugir dela.As dificuldades do ambiente escolar, muitas vezes ameaçador, as descobertas dos primeiros encontros amorosos, os dramas familiares, as festas alucinantes e a eterna vontade de se sentir "infinito" ao lado dos amigos são temas que enchem de alegria e angústia a cabeça do protagonista em fase de amadurecimento. Stephen Chbosky capta com emoção esse vaivém dos sentidos e dos sentimentos e constrói uma narrativa vigorosa costurada pelas cartas de Charlie endereçadas a um amigo que não se sabe se real ou imaginário.Íntimas, hilariantes, às vezes devastadoras, as cartas mostram um jovem em confronto com a sua própria história presente e futura, ora como um personagem invisível à espreita por trás das cortinas, ora como o protagonista que tem que assumir seu papel no palco da vida. Um jovem que não se sabe quem é ou onde mora. Mas que poderia ser qualquer um, em qualquer lugar do mundo.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

[Resenha #21] A Corrida de Escorpião, de Maggie Stiefvater


 Há livros que nos transportam para o mundo criado em suas páginas, nos mostram suas personagens e cenários - nos dão um descanso merecido daquilo que nos cerca. Entretanto, há livros que vão além: passam sentimentos únicos e sensações ao seu leitor, fazendo-o se conecetar ao que está à volta não de si, mas das incríveis personagens ali descritas. Esse é "A Corrida de Escorpião", de Maggie Stiefvater, obra de caráter intimista e tão cativante que deixará qualquer leitor encantado pela aura misteriosa que há na ilha de "Thisby" todo novembro.

A cada novembro, os cavalos d'água emergem do oceano e galopam na areia sob os penhascos de Thisby. E, a cada novembro, os homens capturam esses cavalos para uma corrida eletrizante e mortal. Alguns cavaleiros sobrevivem. Outros, não. Aos 19 anos, Sean Kendrick já foi quatro vezes campeão. Ele é um jovem de poucas palavras e, se tem medos, guarda-os bem escondidos, onde ninguém possa vê-los. Puck Connolly é uma novata nas Corridas de Escorpião. Ela nunca quis participar da competição, mas o destino não lhe deu muita escolha. Sean e Puck vão competir neste ano, e ambos têm mais a ganhar - ou a perder - do que jamais pensaram. Mas apenas um deles pode vencer.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

[Resenha #20] Private, de James Patterson



Então li James Patterson. Intitulado mestre do thriller contemporâneo e da narrativa contagiante, Patterson mostrou-me um tipo de leitura policial diferente - mas não tão original quanto imaginei que fosse. Entretanto, é inegável o dom de submeter qualquer leitor aos seus casos dinâmicos e, na medida do possível, bem bolados. Private, uma série recente do autor, possui a mesma influência sobre o leitor que a agência fictícia homônima tem sobre seus clientes - você não conseguirá viver sem ela. 


Só há um lugar seguro para os segredos dos poderosos. Jack Morgan é dono da Private, a melhor agência de investigações que existe, com escritórios em vários cantos do planeta. É a ele que os homens e as mulheres mais influentes do mundo recorrem quando precisam de total eficiência e máxima discrição. A agência é o único recurso quando a polícia não pode fazer mais nada. Os criminosos estão à solta. Enquanto Jack e sua equipe investigam o assassinato de 13 garotas, surgem dois outros casos, bem mais pessoais. Fred, tio de Jack, procura-o pedindo ajuda com um escândalo financeiro que pode destruir a liga profissional de futebol americano. E a esposa do melhor amigo de Jack, Andy Cushman, é encontrada morta. Com a Private, nenhum caso fica sem solução. Os três mistérios parecem insolúveis, mas Jack conta com os melhores investigadores e com o que há de mais avançado em tecnologia – recursos que, muitas vezes, não estão à disposição da polícia. Além disso, a agência não responde a instituições oficiais, portanto, nem sempre precisa jogar de acordo com as regras.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

[Resenha #19] O herói perdido, de Rick Riordan




A curiosidade pela mitologia greco-romana é tão frequente entre todos nós, que seria difícil não encontrar alguém que não saiba pelo menos nos falar sobre a peripécia de algum herói ou Deus. Rick Riordan volta mais uma vez com seu blockbuster mitológico, unindo o popular antigo à modernidade ávida por mais aventuras.

Depois de salvar o Olimpo do maligno titã Cronos, Percy Jackson e seus amigos trabalharam duro para reconstruir seu mais querido refúgio, o Acampamento Meio-Sangue. É lá que a próxima geração de semideuses terá de se preparar para enfrentar uma nova e aterrorizante profecia. Uma mensagem que pode se referir a qualquer um deles: "Sete meios-sangues responderão ao chamado. Em tempestade ou fogo, o mundo terá acabado. Um juramento a manter com um alento final, E inimigos com armas às Portas da Morte afinal." Os campistas seguirão firmes na inevitável jornada, mas, para sobreviver, precisarão contar com a ajuda de alguns heróis, digamos, um pouco mais experientes — semideuses dos quais todos já ouvimos falar... e muito.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

[Resenha #18] Starters, de Lissa Price


A distopia se tornou o cartão de visitas das obras juvenis nos últimos ano; ela, juntamente dos romances YA, é a que incuti muitos jovens no mundo da leitura e os fazem procurar por mais. Li Starters, um lançamento esperado e previamente aclamado pela blogosfera. A terrível potencialização da expectativa fizeram muitos tropeçarem na hora da leitura - como eu. Muito marketing, para pouco.

Seu mundo mudou para sempre. Callie perdeu os pais quando as guerras de Esporos varreu todas as pessoas entre 20 e 60 anos. Ela e seu irmão mais novo, Tyler, estão se virando, vivendo como desabrigados com seu amigo Michael e lutando contra rebeldes que os matariam por uma bolacha. A única esperança de Callie é Prime Destinations, um lugar perturbado em Berverly Hills que abriga uma misteriosa figura conhecida como o Old Man. Ele aluga adolescentes para alugar seus corpos aos Terminais — idosos que desejam ser jovens novamente. Callie, desesperada pelo dinheiro que os ajudará a sobreviver concorda em ser uma doadora. Mas o neurochip que colocam em Callie está com defeito e ela acorda na vida de sua locadora, morando em uma mansão, dirigindo seus carros e saindo com o neto de um senador. Parece quase um conto de fadas, até Callie descobrir que sua locatária pretende fazer mais do que se divertir — e que os planos de Prime Destinations são tão diabólicos que Callie nunca podia ter imaginado...

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

[Resenha #17] Quebra de Confiança, de Harlan Coben



Sempre quando pensamos em um romance investigativo, logo um cenário vem a nossas mentes: um assassinato misterioso, um detetive enigmático vestindo um sobretudo e uma ambientação noir*-contemporânea. Harlan Coben quebra nossos pré-julgamentos sem a menor sutileza na primeira página da obra que nos apresenta a irreverência em forma de lei - Myron Bolitar.

"No primeiro caso de Myron Bolitar, Harlan Coben nos faz mergulhar na indústria do sexo e nos negócios escusos por trás da contratação de grandes atletas. Este é um momento importante na carreira de Myron Bolitar. Depois de agenciar alguns atletas pouco conhecidos, ele agora é o empresário de Christian Steele, a maior promessa do futebol americano de todos os tempos. Talentoso, bonito, centrado e carismático, tudo indica que o rapaz também poderá arrematar milhões em contratos de publicidade. Mas, ao mesmo tempo que vive o auge na carreira, Christian enfrenta um drama na vida pessoal. Um ano e meio atrás, sua noiva, Kathy Culver, desapareceu subitamente e, exceto pelos fortes indícios de que tenha sofrido uma agressão sexual, a polícia não conseguiu descobrir nada sobre sua última noite no campus da Universidade Reston. Prestes a ser contratado em uma negociação que pode ser a maior de todos os tempos em sua categoria, Christian recebe o exemplar de uma revista que traz a foto de Kathy em um anúncio de disque sexo. Além disso, o caso acaba de ganhar mais um ingrediente de terror: três dias atrás, Adam Culver, pai dela, foi morto em um assalto bastante suspeito. Agora, com a ajuda de Win, seu melhor amigo, Myron tentará impedir que as notícias sobre a ex-noiva de Christian atrapalhem a carreira do rapaz e irá em busca da verdade – doa a quem doer"

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

[Resenha #16] Lilac, de Deise C. Müller

Em um mundo literário que em breve será invadido pelos livros YA* eróticos, Deise Müller encontrou o momento certo para entregar aos leitores uma obra que, além de incrível, soube entregar conteúdo: Lilac.


"Lilin, uma succubus ambiciosa, tenta aniquilar Lúcifer. E como punição, é enviada a Terra e destituída de seus poderes. Transformada em feiticeira, Lilin assume vários consortes e começa um plano para reinar sobre os seis clãs dos feiticeiros. Meg cresceu acreditando ter herdado habilidades mágicas de sua tataravó feiticeira. Abandonada ainda bebê pela mãe, seu pai tenta fazer com que ela e sua irmã se interessem pela arte oculta, porém a última coisa que uma adolescente quer é aprender feitiços com sangue de galinha e adagas afiadas. Entretanto, quando Lauren, sua irmã, é assaltada e baleada, e Lucas seus ex-namorado, desaparece misteriosamente Meg se arrepende de não seguir os conselhos do pai.Meg retorna à cidade onde cresceu, para se afastar da dor do passado e da acusação nos olhos do pai. Seu passado, no entanto, não está disposto a deixá-la em paz. Craft, o suspeito inicial no desaparecimento de Lucas, acaba sendo o rei do clã Domovoi, o mais poderoso dos clãs, e sua única esperança de escapar de seu caçador, e da escuridão na qual seu coração se afundou. Mas quando sobreviver pode significar ser um receptáculo ambulante para um demônio que planeja destruir tudo o que você ama, e morrer significa destruir o coração daqueles que te amam, o que fazer? Um demônio banido… Uma linhagem condenada… E uma atração inevitável. O amor realmente supera tudo?"

sábado, 18 de agosto de 2012

[Resenha #15]A conspiração da Umbrella, de S.D. Perry

 Livros sempre foram a forma mais interessante de brincar com a imaginação; entretanto, há quem também prefira os velhos e adorados videogames.Aventuras improváveis, heróis invejáveis e enredo empolgantes - elementos comuns dos controles e das páginas. Resident Evil, série de terror mais do que clássica dos consoles foi sempre muito adorada entre os gamers - hoje, os fãs brasileiros podem conferir a carnificina em páginas repletas de sangue.


Raccoon City: uma comunidade remota nas montanhas é subitamente vítima de uma série de assassinatos grotescos, que parecem estar ligados à floresta que cerca a cidade. Rumores bizarros começam a se espalhar, descrevendo ataques de criaturas violentas, algumas humanas... E outras não! As vítimas parecem ter sido parcialmente devoradas. No epicentro dessas mortes está a sombria mansão que pertence à misteriosa Corporação Umbrella. Durante anos a Umbrella tem conduzido, dentro da propriedade, pesquisas genéticas de alto custo e sem supervisão.Foi enviado para investigar os estranhos acontecimentos o S.T.A.R.S., uma unidade militar formada por uma variedade de especialistas: o malandro Chris Redfield, a ex-ladra Jill Valentine, o atirador de elite Barry Burton e o enigmático líder de equipe, Albert Wesker. Junto com os outros membros do S.T.A.R.S., ele tem boas razões para considerar-se preparado para qualquer coisa. Mas o que se revela quando os S.T.A.R.S. adentram pelas portas da mansão é o mais puro terror, muito além dos seus piores pesadelos: criaturas que desafiam as leis da vida e da morte, resultado de experimentos proibidos que saíram desastrosamente errados. Por trás de tudo isso está uma conspiração tão grande e suja em seus planos que os S.T.A.R.S. serão traídos por eles próprios, para assegurar que o mundo nunca descubra os segredos da Umbrella. E se alguém sobreviver... Irá com certeza invejar aqueles que morreram.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

[Resenha#14]A culpa é das estrelas, de John Green

Pessoas nascem e morrem a todo instante, este é um ciclo que a natureza julga necessário para manter sustentável as milhares de vidas neste planeta. Quantas memórias, ideias, sentimentos e atos caíram em profundo esquecimento com a morte de seus detentores? Há pessoas que nascem para serem lembradas, outras,entretanto, procuram um meio de conseguir o mesmo antes que a morte tome este seu último desejo.John Green, em "A culpa é das estrelas" nos mostra que a esperança, por mais fraca e moribunda que seja, é a única responsável por termos uma vida que merece ser vivida em sua plenitude.

"Em A Culpa é das Estrelas, Hazel é uma paciente terminal de 16 anos que tem câncer desde os 13. Ainda que, por um milagre da medicina, seu tumor tenha encolhido bastante — o que lhe dá a promessa de viver mais alguns anos —, o último capítulo de sua história foi escrito no momento do diagnóstico. Mas em todo bom enredo há uma reviravolta, e a de Hazel se chama Augustus Waters, um garoto bonito que certo dia aparece no Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Juntos, os dois vão preencher o pequeno infinito das páginas em branco de suas vidas."

quarta-feira, 25 de julho de 2012

[Resenha #13]Você está endo vigiado, de Gregg Hurwitz


Privacidade. A principal vítima do mundo contemporâneo. Talvez chegará um tempo que ela será tida apenas como uma lembrança, um conceito há muito esquecido. Somos vigiados diariamente pelas câmeras espalhadas nos estabelecimentos comerciais, condomínios e ruas - até onde podemos chamar isto de segurança? Gregg Hurwitz nos mostra o quanto podemos perder a cada frame de gravação; "Você está sendo vigiado" é uma obra metalinguística única que potencializa todos os elementos necessários a um bom suspense. Prepare-se: nada é o que realmente aparenta ser.

Patrick Davis tinha um sonho: ver seu nome nos créditos de um filme. Mas não imaginava o preço que teria de pagar por isso. Logo depois de vender seu primeiro roteiro a um estúdio, sua vida entra em colapso. Ele não consegue se firmar como roteirista de Hollywood e, para piorar, seu casamento mergulha numa crise.Misteriosamente, Patrick passa a receber DVDs com gravações dele e da esposa dentro de casa. Após descobrir câmeras escondidas, o casal procura a polícia. Dias depois começam as ligações e os e-mails anônimos propondo um acordo para que tudo volte ao normal. Desesperado, ele não hesita em aceitar a oferta.Mas sua decisão se revela um erro. Logo ele se vê envolvido numa rede de intrigas que pode custar sua vida e a das pessoas que ama. Cada vez mais acuado, Patrick percebe que só há uma saída: superar seus inimigos ocultos no próprio jogo deles.

terça-feira, 17 de julho de 2012

[Resenha #12]O Enigma da Lua - A centésima vida, de Liége B. Toledo


Eu sou péssimo para guardar frases de que gosto, mas certamente uma ficou cravada em minha mente desde que a ouvi - "No mundo não há coincidências, apenas o inevitável". Está frase resume minha visão em relação à sublime história transcendental que encontrei nas páginas do primeiro volume de "O Enigma da Lua" - Talvez, todos tenhamos um destino a ser comprido. Liége Toledo construiu um mundo próprio, onde os sonhos parecem ganhar vida.


Quando Driali, uma clériga da Deusa Lua, dá à luz sua segunda filha, Elora, ela não só se depara com uma linda criança, mas também com uma das mais preciosas e complexas criações de sua divindade. O que sua filha e Laucian - um meio-elfo e melhor amigo da jovem Elora - representam é algo que a clériga tenta esconder durante anos, por medo das consequências e perigos que podem se abater sobre os dois jovens. Contudo, quando a paz da acolhedora cidade de Silena começa a ser ameaçada por sombras de um mal há muito adormecido, Driali decide que é chegada a hora de revelar o que sabe. A partir de então, quatro amigos – Elora, Laucian, Myron e Valenia – descobrem que precisarão, cada um a sua maneira, tomar decisões que mudarão para sempre suas vidas e o destino de todos aqueles que os cercam. Suas jornadas e o desenrolar de uma batalha de luz e trevas que envolve todo o mundo de Edrim e o poder de deuses e suas criaturas está apenas começando...

quarta-feira, 11 de julho de 2012

[Resenha #11]Coma, de Robin Cook


"Segredos não podem ser escondidos na ciência. A medicina tem toda uma maneira de expor mentiras. Dentro das paredes de um hospital, a verdade é sempre revelada. A maneira que mantemos nossos segredos do lado de fora do hospital... bem, isso é um pouco diferente. Uma coisa é certa: seja lá o que tentemos esconder, nós nunca estamos prontos para o momento que a verdade é desnudada. Esse é o problema com os segredos - assim como as tragédias, eles sempre vêm aos montes. Eles vão se empilhando até tomar conta de tudo, até você não ter espaço para mais nada, até você estar tão cheio de segredos que parece que você vai explodir." - Meredith Grey (Grey's Anatomy 1x09)


É com esta citação de Meredith Grey que inicio a resenha desta semana. Manter segredos é um jogo perigoso, uma hora eles vem a tona e nem sempre são os seus mantenedores que acabam sofrendo a maior queda. Robin Cook nos mostra em "Coma" a podridão que há por detrás dos jalecos brancos e máscaras cirúrgicas; é a batalha de uma jovem pelo que julga certo em um mundo no qual ela não se vê pertencente.



Todos os dias, em todos os países do mundo, os hospitais efetuam pequenas intervenções cirúrgicas de rotina. Os pacientes se recuperam rapidamente e podem voltar à sua vida habitual.
Nancy Greenly, Sean Berman e uma dúzia de outros doentes deram entrada no Memorial Hospital para uma pequena cirurgia. Mas estas intervenções de rotina acabaram transformando-os em vítimas da mesma tragédia horrível e inexplicável na mesa de operações… nunca voltaram a acordar. Um erro não identificado, ocorrido durante a anestesia, provocou a morte irreversível do cérebro, deixando-os num coma profundo.
Mas algo de estranho se passa… algo de muito errado. E Susan Wheeler, uma bela, dinâmica e jovem estudante de Medicina, arrisca a própria vida para descobrir a explicação aterradora; uma maquinação tão assombrosa, tão elaborada e, no entanto, tão possível que nos deixa suspensos no próprio medo…


quarta-feira, 4 de julho de 2012

[Resenha #10] A Estrada da Noite, de Joe Hill



Muitos podem pensar que revisitar constantemente arrependimentos da vida pode torná-la amarga, difícil de ser administrada - uma total perda de tempo. O que aconteceria se lhe dissessem que, na verdade, uma vida sem arrependimentos não merece ser vivida? Joe Hill, autor de "A estrada da noite", nos mostra como nossos elos com o passado são os que mantêm a engrenagem do futuro ainda em movimento.


Uma lenda do rock pesado, o cinqüentão Judas Coyne coleciona objetos macabros: um livro de receitas para canibais, uma confissão de uma bruxa de 300 anos atrás, um laço usado num enforcamento, uma fita com cenas reais de assassinato. Por isso, quando fica sabendo de um estranho leilão na internet, ele não pensa duas vezes antes de fazer uma oferta. "Vou ´vender´ o fantasma do meu padrasto pelo lance mais alto...".Por 1.000 dólares, o roqueiro se torna o feliz proprietário do paletó de um morto, supostamente assombrado pelo espírito do antigo dono. Sempre às voltas com seus próprios fantasmas - o pai violento, as mulheres que usou e descartou, os colegas de banda que traiu -, Jude não tem medo de encarar mais um.Mas tudo muda quando o paletó finalmente é entregue na sua casa, numa caixa preta em forma de coração. Desta vez, não se trata de uma curiosidade inofensiva nem de um fantasma imaginário. Sua presença é real e ameaçadora. O espírito parece estar em todos os lugares, à espreita, balançando na mão cadavérica uma lâmina reluzente - verdadeira sentença de morte. O roqueiro logo descobre que o fantasma não entrou na sua vida por acaso e só sairá dela depois de se vingar. O morto é Craddock McDermott, o padrasto de uma fã que cometeu suicídio depois de ser abandonada por Jude.Numa corrida desesperada para salvar sua vida, Jude faz as malas e cai na estrada com sua jovem namorada gótica. Durante a perseguição implacável do fantasma, o astro do rock é obrigado a enfrentar seu passado em busca de uma saída para o futuro. As verdadeiras motivações de vivos e mortos vão se revelando pouco a pouco em A estrada da noite - e nada é exatamente o que parece.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

[Resenha #09]Amanhã - Quando a guerra começou, de John Marsden


Antes mesmo de Suzanne Collins pensar em dar a largada a uma corrida desenfreada de títulos distópicos futuristas, John Marsden, autor australiano, criara a sua própria distopia de caráter muito mais imediatista e tangível.Qual seria a sua reação se o seu mundo seguro fosse arrancado com violência por um inimigo sem face? Você teria coragem de lutar por sua liberdade?



O que você faria se descobrisse que todo o mundo que conhece deixasse de existir da noite para o dia? Ao voltar de uma semana de acampamento, Ellie e seus amigos descobrem que a cidade em que viviam foi invadida por um inimigo desconhecido. Suas famílias foram aprisionadas e uma guerra está acontecendo em seu país. Agora, eles estão sozinhos em uma cidade sitiada, lutando para descobrir o que aconteceu com seu país e tentando sobreviver. AMANHÃ é a história de uma aventura extraordinária em tempos extraordinários, em que esconderijos, explosões e fugas passam a fazer parte da rotina desse grupo de amigos. Sozinhos e sem ter para onde ir, Ellie e seus amigos vão precisar de toda a coragem e ousadia para sobreviver. Amanhã, quando a guerra começou é o primeiro livro da série que foi escolhida como a mais fascinante pelos jovens leitores nos EUA, na Suécia e Austrália. Uma história que prende o leitor do início ao fim. Amanhã, quando a guerra começou vai ficar na sua memória para sempre.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

[Resenha #08] Deuses americanos, de Neil Gaiman



 Qual seria sua reação ao saber que deuses realmente existem? Mais do que isso, eles podem estar ao seu lado no ônibus, podem ser o frentista do posto que você costuma abastecer o carro ou, quem sabe, podem ser um de seus vizinhos. Neil Gaiman nos trás uma epopeia em prosa moderna; faz o seu leitor pensar até onde aquilo que acredita é o imaginário ou a pura e simples realidade.


Shadow, um presidiário, é liberado da prisão antes de cumprir totalmente sua pena. Perdido, acaba por conhecer um homem misterioso, chamado Wednesday, que será muito mais importante na vida de Shadow do que ele imagina. Na verdade, Wednesday é um antigo deus. Ele está percorrendo os Estados Unidos a fim de reunir seus companheiros esquecidos para uma batalha épica contra as divindades do mundo moderno: internet, televisão, cartões de crédito, telefone, rádio... Shadow aceita ajudar Wednesday, e eles se lançam a uma tempestade psicoespiritual que se torna demasiadamente real em suas manifestações.Armado somente de seus truques com moedas e alguma determinação, Shadow inicia uma viagem fantástica pela superfície visível das coisas - ao seu redor, sob ela -, literalmente descobrindo todos os poderosos mitos que os imigrantes europeus trouxeram com eles quando chegaram àquelas terras, assim como os que já viviam lá.

terça-feira, 19 de junho de 2012

[Resenha #07] O Jardim de Ossos, de Tess Gerritsen




Você sabe quando um livro é verdadeiramente especial quando a história se torna memorável mesmo após anos de ter sido lida.É o caso de "O Jardim de Ossos". Seria possível uma médica escrever um livro em que a sua adorada medicina se torna a causa do sofrimento e do tormento de seu protagonista? Tess Gerritsen consegue ir além, ela provoca o leitor na tentativa de fazê-lo pensar se realmente existe algo tão menosprezado como o destino.


Boston, 1830
Para pagar os estudos, Norris Marshall, um estudante de medicina talentoso, mas sem recursos financeiros, integra as fileiras dos "ressurreicionistas" - saqueadores de tumbas que negociam cadáveres no mercado negro. Contudo, até mesmo o mórbido comércio parece insignificante diante do corpo mutilado de uma enfermeira encontrado no terreno do hospital universitário. Quando um médico renomado sofre o mesmo destino, Norris descobre que seu ganha-pão ilícito o transformou no principal suspeito dos crimes.Para provar sua inocência, o estudante precisa encontrar a única testemunha que viu o assassino: Rose Connolly, uma bela costureira dos cortiços de Boston. Ao lado do sarcástico e inteligente Oliver Wendell Holmes, Norris e Rose vasculham a cidade em busca de um maníaco que aguarda a próxima oportunidade para matar.
Massachusetts, Dias atuais.
Julia Hammil fez uma descoberta terrível em dua nova casa no interior: um crânio enterrado no jardim.Humano, feminino e, de acordo com a patologista Maura Isle, com traços inconfundíveis de um homicídio.Quem quer que tenha sido ou o que quer que tenha acontecido com aquela mulher, é algo perdido no passado.